Equilíbrio. Esta é a palavra escolhida pelo técnico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, Oswaldo Alvarez, para definir o grupo C durante a fase de classificação da Copa do Mundo da França.

Desde o anúncio dos grupos, Vadão alertava para o favoritismo da Austrália para a classificação e a evolução da Itália na modalidade, nos últimos anos. “Desde o sorteio dos grupos, eu disse que este era muito equilibrado. A Austrália já é conhecida como uma seleção forte, mas a Itália provou que levou muito a sério o investimento feito no futebol feminino. Permaneceu até o último instante o equilíbrio entre as três seleções, tanto que o que definiu foi o critério de desempate”.

O treinador – que lamentou os cortes de Fabiana e Érika, às vésperas do Mundial, e de Andressa Alves antes da partida contra a Itália -, ficou satisfeito com a atuação das brasileiras nos três jogos da primeira fase. “Tivemos um desempenho muito bom, só não foi excelente porque classificamos em terceiro lugar, pelos critérios de desempate. Detalhes como as lesões, os gols e o pênalti perdidos e a atuação da arbitragem contra a Austrália, acabaram fazendo diferença”.

O Brasil espera a definição do seu próximo adversário, nesta quinta-feira. França e Alemanha são as prováveis oponentes e, mesmo favoritas, Vadão promete dar trabalho nas oitavas. “Agora nós vamos enfrentar duas das principais seleções da competição, ou França ou Alemanha. Todos estão falando que teremos muita dificuldade, porque são favoritas, mas uma coisa eu posso garantir: Essas equipes também terão dificuldade de jogar contra o Brasil”, finalizou o comandante brasileiro.