A Seleção Brasileira de Futebol Feminino não sabe o que é perder um jogo há sete meses. Desde setembro de 2017, quando Oswaldo Alvarez retornou ao cargo de treinador, a seleção disputou dois torneios e dois amistosos. Foram dois títulos, 12 jogos, 11 vitórias, um empate, 45 gols marcados e apenas quatro sofridos.

O último torneio conquistado pelas comandadas de Vadão foi a Copa América, que garantiu a vaga para o Mundial da França em 2019 e para as Olimpíadas de Tokyo em 2020. As brasileiras convocadas para a competição realizada no Chile tiveram 100% de aproveitamento. Foram sete jogos e sete vitórias. Terminou como melhor ataque, com 31 gols, e a melhor defesa, com dois gols sofridos. Com uma média de 66% de posse de bola por jogo, o Brasil anotou 123 finalizações, quase o triplo das adversárias que finalizaram 48 vezes.

Para o treinador, este início de trabalho é reflexo da seriedade durante o período de preparação. “Quando retornei, logo fui para a China disputar a Copa CFA. Como não tive tempo, acabei utilizando a base que formamos nas Olimpíadas. Para a Copa América, transformamos o nosso favoritismo em seriedade. Nos programamos e o resultado de três meses de preparação foi a campanha invicta e o futebol de qualidade. Muito ainda se fala sobre a famosa ligação direta, mas os números estão aí. Durante o sul-americano, trocamos mais de quatro mil passes, com um aproveitamento de 84,4% deles”.

Vadão lembrou que além da categoria principal, as seleções de base também garantiram o título para o país nas categorias sub17 e sub20. “É muito bom ver que o trabalho da base também gera frutos. As categorias sub17 e sub20 foram campeãs sul-americanas e disputam o Mundial ainda este ano. Uma ótima oportunidade para que a gente observe melhor os jovens talentos e, quem sabe, já integre algumas atletas à seleção principal, dando continuidade ao processo de renovação”.

 

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)