Apesar do sonho do ouro inédito no futebol feminino não ter sido conquistado nas Olimpíadas, o técnico Oswaldo Alvarez avaliou como positiva a participação da equipe que terminou a competição em quarto lugar, deixando para trás Estados Unidos e França, consideradas as grandes favoritas ao título.

Além do período de preparação, que envolveu os treinos, amistosos e outros torneios, os jogos da Rio 2016 foram monitorados e a evolução da seleção brasileira é visível e confirmada pelas estatísticas.  Em seis jogos, foram nove gols marcados e apenas três sofridos. A média de posse de bola nas partidas foi de 62%, o que representa cerca de 50 minutos, contra 30 minutos das adversárias. Enquanto o Brasil finalizou, em média, 23 vezes por jogo, as adversárias acumularam 12 tentativas. Nos escanteios a média é de 11 contra 3.

Para Vadão, isso é reflexo do trabalho realizado e do empenho das atletas em campo. “Nós estávamos muito preparados. Por isso é que dói ainda mais. As estatísticas comprovam nossa superioridade em campo, porém, infelizmente, não chegamos à final por um detalhe. Apesar disso, a avaliação é positiva, tanto que o nosso futebol conquistou o respeito das adversárias e cativou a torcida que lotou os estádios para nos apoiar”.

O treinador agradeceu, mais uma vez, o apoio da Confederação Brasileira de Futebol. “Nós tivemos tudo. Já disse isso uma vez e repito: A responsabilidade é toda nossa. O futebol feminino nunca teve tanto respaldo da CBF. Nos sentimos em dívida com o presidente e com a torcida que nos apoiaram do início ao fim”.

 

(Foto: UOL)